Jornal ACOMARCA

terça-feira, 11 de agosto de 2026

SEABRA: Justiça atende MPBA e obriga município a implantar canil e centro de zoonoses

 


A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), a Justiça determinou na última terça-feira (4) que o Município de Seabra na Chapadsa Diamantina, adote medidas emergenciais de proteção animal. A decisão obriga a prefeitura a cumprir com os compromissos assumidos em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2023, que prevê a implantação de um Canil Municipal e de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Proferida em embargos de declaração apresentados pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, a sentença amplia as determinações anteriores, mantém os prazos para as obras e fixa multa diária caso haja descumprimento.

Com a nova determinação, a gestão municipal terá um prazo de até 30 dias para apresentar um plano emergencial voltado à população animal. O projeto deve estruturar um serviço provisório para o recolhimento, acolhimento e atendimento veterinário de animais que estejam abandonados, feridos ou que tenham sido vítimas de maus-tratos na região. Além disso, a prefeitura precisará disponibilizar um canal permanente para o recebimento de denúncias da população.

A decisão judicial estabelece ainda que a prefeitura garanta o fornecimento de alimentação, tratamento veterinário contínuo e resposta às ocorrências em no máximo 24 horas após a notificação, com o envio periódico de relatórios de atualização para a Justiça. As obrigações também incluem a manutenção de um programa contínuo de esterilização e o cadastramento de cães e gatos da cidade, sem alterar os prazos definitivos para a entrega e o pleno funcionamento do CCZ e do Canil Municipal.

O posicionamento do MPBA ocorreu após a verificação de que o Município descumpriu o acordo firmado anteriormente. O TAC original previa não apenas a construção das estruturas físicas, mas também ações contínuas como campanhas de vacinação, incentivo à adoção responsável e identificação dos animais. Em relação às penalidades financeiras pelo atraso, a Justiça definiu que a cobrança da multa contratual estabelecida no acordo será avaliada em um procedimento judicial autônomo.

IBITIARA: Município volta a integrar Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Paramirim


O município de Ibitiara, na Chapada Diamantina, voltou a fazer parte do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Paramirim.

O secretário do consórcio, Leonardo Costa, disse que, há cerca de 2 anos, o Governo da Bahia conseguiu executar uma obra de aproximadamente 51 km, ligando a cidade de Ibipitanga a Ibitiara. Essa pavimentação viabilizou, por questões logísticas, a interlocução com o município de Ibitiara, possibilitando que o mesmo voltasse a integrar o consórcio.

Leandro Costa afirmou que Ibitiara possui características peculiares na região, como a mineração, com destaque para a produção de pedras semipreciosas. Além da produção minerária, a cidade se destaca na agricultura familiar, especialmente na região do Bastio.

A parceria com o consórcio, segundo Dr. Leonardo, permitirá alavancar essas atividades, sendo muito frutífera para ambas as partes. “Estamos bastante satisfeitos com as demandas do município e o prefeito também está entusiasmado com o que podemos oferecer ao município a partir dessa parceria”, comemorou.

BONINAL: Município chapadeiro transforma o “Julho das Pretas nas Escolas” em política pública

 


Enquanto grande parte dos municípios brasileiros ainda enfrenta dificuldades para implementar a Lei 10.639/03, que garante o ensino de história afro-brasileira nas escolas, o município de Boninal, na Chapada Diamantina (BA), transformou a legislação em política pública. No mês de julho deste ano, a Secretaria Municipal de Educação incorporou o “Julho das Pretas nas Escolas” ao currículo da rede municipal, tornando permanente uma iniciativa voltada à promoção da equidade racial e de gênero e ao enfrentamento do racismo desde a educação básica.

Para Iasmin Gonçalves, coordenadora do Programa de Educação do Instituto Odara, organização que criou o Julho das Pretas, a medida representa um marco para a educação que combata o racismo. “Instituir o Julho das Pretas no currículo escolar conecta educação, memória e luta por direitos. Ao levar esse debate para a sala de aula, rompemos com séculos de invisibilidade e fortalecemos a implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08”, afirma.

O Julho das Pretas nas Escolas é uma agenda político-pedagógica que integra a programação do Julho das Pretas e propõe a valorização das trajetórias, saberes e contribuições das mulheres negras no ambiente escolar. A iniciativa incentiva escolas a desenvolverem atividades que fortaleçam a educação para as relações étnico-raciais, que combatam o racismo e as violências de gênero.

Em Boninal, a iniciativa beneficia cerca de 2.300 estudantes e se consolida como uma referência na implementação de políticas públicas voltadas para uma educação comprometida com a equidade racial e a valorização da história e das contribuições da população negra. “Trata-se de um acerto da gestão pública, incidido junto ao movimento de  mulheres negras,   ao garantir direitos historicamente negados e em contribuir, por meio da educação, para reparar as desigualdades e as violências que atingem a população negra”, comenta Iasmin.

A transformação do Julho nas Escolas em uma política pública é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos. Segundo Claudiana dos Reis, diretora pedagógica e articuladora territorial em Boninal do Projeto Alumiar, do Instituto Odara, tudo começou com as ações do Projeto Ayomide Odara no município. “Onde tinha uma Ayomide, tinha uma programação do Julho das Pretas, porque as meninas estimulavam e construíam ações nas suas escolas”, relembra.

UMA AGENDA CONSTRUÍDA NAS ESCOLAS 

Ao longo do mês de julho, diversas atividades foram desenvolvidas, dialogando com diferentes dimensões da formação humana e possibilitando que estudantes e educadores refletissem sobre identidade, pertencimento, direitos, cultura, ancestralidade e enfrentamento ao racismo. A diversidade das ações demonstra que o Julho das Pretas nas Escolas pode dialogar com diferentes componentes curriculares e práticas pedagógicas, fortalecendo uma educação conectada às realidades e aos desafios vividos pelas comunidades escolares. A agenda também amplia o debate sobre as relações étnico-raciais no cotidiano da escola, criando espaços de escuta, participação e construção coletiva do conhecimento.

Na Escola Ângelo José Benigno, na comunidade Quilombola de Conceição, em Boninal, a diretora Maílde Aparecida Nascimento destaca que o trabalho desenvolvido durante o Julho das Pretas é resultado de uma construção coletiva, que fortalece processos que já fazem parte da identidade da escola e amplia o diálogo com o território. “As atividades na escola são feitas de forma coletiva, e os professores propõem projetos que são pensados e idealizados por todos. O Julho das Pretas é um resgate para a comunidade escolar e para a comunidade local. Ele demarca ações continuadas e fortalece projetos que a escola já desenvolve”, explica.

A diretora também ressalta os impactos da iniciativa no fortalecimento do sentimento de pertencimento entre estudantes e moradores. “Era uma comunidade que não se reconhecia e que não tinha essa relação de pertencimento. A partir das agendas provocadas pela escola, a comunidade começa a se aproximar e a ocupar esse espaço de forma mais ativa”, conclui.

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

O movimento de incidência para a construção de uma agenda que tivesse raça e gênero como estruturantes de uma educação mais equânime cresceu de forma gradual. Em 2024, as formações realizadas com educadoras e educadores fortaleceram a implementação da proposta nas escolas. No ano seguinte, as unidades de ensino já demonstravam maior autonomia para desenvolver as atividades. Em 2026, a Secretaria Municipal de Educação deu um passo decisivo ao institucionalizar o Julho das Pretas nas Escolas, incluindo a temática na Agenda Pré-Jornada Pedagógica como pauta obrigatória para toda a rede. Na Jornada Pedagógica, o tema “Saberes e Fazeres das Mulheres Negras: cultura, cuidado e liderança” foi escolhido como eixo orientador das atividades da Educação Infantil até os Anos Finais do Ensino Fundamental.

O secretário municipal de Educação, Erivaldo Santos, afirma que a institucionalização do Julho das Pretas nas Escolas representa um grande avanço para a educação do município, embora reconheça que ainda enfrenta resistência por parte de alguns educadores. “Desde a Jornada Pedagógica, toda a rede municipal trabalha com o tema no Calendário Sociocultural. Ainda é um desafio, mas a gente não abaixa a cabeça”, afirma.

Segundo o secretário, a decisão de incorporar a agenda ao currículo da rede foi resultado da experiência desenvolvida em parceria com o Instituto Odara, desde 2023. “O impacto dessa iniciativa na educação ficou evidente, principalmente a partir do letramento racial, que não pode ficar restrito às comunidades quilombolas. A partir dessa compreensão, vimos a importância de ampliar essa experiência para toda a rede municipal. Precisamos entender que a educação para as relações étnico-raciais deve estar presente em toda a educação. Por isso, não apenas institucionalizamos o Julho das Pretas nas Escolas, como também monitoramos e acompanhamos sua implementação para garantir que as ações sejam, de fato, efetivadas.”

Criada em 2023, a Coordenação Escolar Quilombola também tem fortalecido a articulação e os direitos das comunidades em Boninal. A coordenadora pedagógica, Erilaine Cândido de Oliveira, afirma que “a temática está presente ao longo de todo ano, trabalhando com escritores, cantores, trazendo no plano de aula. Muitas das propostas que trago nos planejamentos são através das formações que tenho através do Odara”.

MOVIMENTO DE MULHERES NEGRAS NO QUILOMBO 

A experiência de Boninal é resultado de um processo coletivo de incidência política no território a partir das relações entre o Odara e as comunidades quilombolas do município, em que projetos como o “Quilomba – Pela Vida das Mulheres Negras”, atuante no cenário dos direitos humanos, o “Ayomide Odara”, que promove formação política para meninas negras, e o “Alumiar – Saberes Aquilombados na Educação”, que atua na alfabetização de crianças quilombola.

Para Amanda Souza, ativista do Instituto Odara e quilombola da comunidade Olhos d’Águinha, no município, o fortalecimento da educação na região é fruto de uma relação construída ao longo dos anos entre a organização, as comunidades e o poder público.

“A parceria que construímos na Chapada Diamantina é uma construção coletiva. Trabalhamos junto às associações, às lideranças quilombolas, às secretarias municipais e às escolas, sempre entendendo que essa troca acontece em duas vias: nós compartilhamos os conhecimentos e as ferramentas que temos, mas também aprendemos com os saberes, as formas de organização e a história de luta dessas comunidades.”

Segundo Amanda, a atuação integrada dos programas do Instituto Odara fortalece diferentes dimensões da vida nos territórios, articulando educação, saúde e direitos humanos. “Na educação, buscamos construir uma perspectiva que dialogue com a realidade das comunidades quilombolas. Ao mesmo tempo, fortalecemos a autonomia das mulheres no enfrentamento à violência e valorizamos os saberes ancestrais de cuidado, a relação com a natureza, as rezas e os conhecimentos tradicionais.”

A experiência de Boninal demonstra que é possível transformar mobilizações sociais em políticas públicas de educação. Ao incorporar o Julho das Pretas nas Escolas ao currículo, o município fortalece o diálogo entre escola, comunidade e movimento de mulheres negras, ampliando as possibilidades de construção de práticas pedagógicas comprometidas com a equidade, o reconhecimento e o direito à educação de qualidade para todas as pessoas.

ACOMARCA com informações, foto e redação base do Instituto Odara

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PIATÃ: Policia identifica as duas vitimas que morreram no grave acidente ocorrido na noite de ontem, na Ba 148


 A Policia Civil identificou as duas vitimas que morreram no grave acidente ocorrido na noite de ontem (5/8), na Ba 148, no município de Piatã, na Chapada Diamantina. Uma das vítimas fatais é Jerônimo Alberto de Carvalho Júnior, de 31 anos, natural da cidade de Brumado. Ele viajava no banco do passageiro do veículo que colidiu contra a traseira de uma carreta parada na pista.

A outra vítima foi identificada como o motorista do veículo, Josiel Santos de Jesus, de 47 anos, natural de Santo Antônio de Jesus. Segundo informações apuradas, a dupla havia saído de Santo Antônio de Jesus e seguia viagem com destino a Brumado, onde Jerônimo possuía familiares, momento em que o veículo  em que estavam bateu violentamente contra o cavalo mecânico.

O veículo de grande porte estava parado no meio da via devido a uma pane mecânica e com as luzes desligadas. A sinalização na pista havia sido feita apenas com mato, sem o uso de refletores ou triângulo de segurança. Com a força da colisão, Josiel e Jerônimo morreram na hora e ficaram presos às ferragens, sendo removidos por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). O condutor do caminhão foi conduzido para prestar esclarecimentos na Delegacia Territorial de Seabra.

PIATÃ: ´Município tem duas entre as nove comunidades oficialmente reconhecidas como remanescentes de quilombolas na Bahia

 


O governo federal, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), reconheceu oficialmente nove comunidades localizadas no estado da Bahia como Remanescentes de Quilombo. As certificações foram formalizadas por meio de uma série de portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (5). As comunidades baianas, de Barreiro e Tamboril, em Piatã, na Chapada Diamantina foram recém-integradas ao cadastro da Fundação Palmares são.

São considerados remanescentes das comunidades dos quilombos os grupos étnico-raciais que, segundo critérios de autoatribuição, possuem trajetória histórica própria, relações territoriais específicas e presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica.
Tratam-se, de modo geral, de comunidades surgidas daquelas que resistiram à brutalidade do regime escravocrata e se rebelaram frente a quem acreditava serem eles sua propriedade. Ao longo dos séculos, essas famílias se adaptaram a viver em regiões por vezes hostis. Mantendo vivas suas tradições culturais, aprenderam a tirar o sustento dos recursos naturais disponíveis, tornando-se diretamente responsáveis por sua preservação e interagindo com outros povos e com a sociedade envolvente. Hoje, seus membros são agricultores, seringueiros, pescadores, extrativistas e, entre outras atividades, desenvolvem o turismo de base comunitária nos territórios pelos quais continuam a lutar.
Embora a maioria se encontre na zona rural, também existem quilombos em áreas urbanas e periurbanas. Em várias regiões do país, esses grupos, mesmo os já certificados, se autodefinem de outras maneiras: como terras de preto, terras de santo, comunidades negras rurais ou pelo próprio nome da comunidade.
O registro no Livro de Cadastro Geral da Fundação Palmares assegura o reconhecimento do Estado brasileiro e viabiliza o acesso a políticas públicas específicas, além de ser uma etapa necessária para os processos de regularização fundiária e titulação dos territórios.
Fonte: Bahia Notícias |

IBITIARA: Vereador do município é investigado por suspeita de estupro de vulnerável

 


A Policia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Ibitiara na Chapada Diamantina, instaurou um inquérito para apurar uma denúncia de possível estupro de vulnerável envolvendo um vereador e uma adolescente no município. 

De acordo com informações, a Policia começou as investigações logo após o recebimento da denuncia feita às autoridades policiais e ao Conselho Tutelar local. 

O caso corre sob segredo de Justiça  a fim de preservar a intimidade e a integridade psicológica da vítima.

Em nota, a Câmara Municipal de Ibitiara declarou que ainda não recebeu notificação oficial das autoridades sobre o suposto caso envolvendo o parlamentar. O legislativo ressaltou que, assim que houver comunicação formal, adotará as providências previstas no Regimento Interno e na legislação vigente, respeitando o devido processo legal, e reforçou que a instituição confia no trabalho das autoridades investigativas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

PIATÂ URGENTE: Acidente com duas vitimas fatais acaba de acontecer

 


Duas pessoas morrem em um grave acidente envolvendo uma carreta e um Fiat Toro vermelho placas policiais SOO2H94. As duas vítimas fatais estavam no carro pequeno. O caso aconteceu no inicio dessa noite de quarta feira, 05 de agosto na BA 148, altura da localidade de Vieira, há 7 quilometro da cidade de Pìatã. Segundo o motorista da carreta, ela  quebrou no inicio da tarde,  na pista que foi devidamente sinalizada, quando no começar da noite, um  veiculo de menor porte entrou no fundo da carreta deixando o motorista e o passageiro mortos no local

A Policia Militar esta nesse momento fazendo o levantamento do acidente e trabalho de reconhecimento das vitima, que ainda não tiveram a identidade divulgada.

Mais informações assim que levantadas.