A União dos Municípios da Bahia (UPB) iniciou um movimento
inédito de mobilização conjunta entre os prefeitos do estado para enfrentar o
aumento desproporcional nos valores das atrações artísticas para os festejos
juninos. Sob a liderança do presidente da entidade, Quinho (prefeito de Belo
Campo), os gestores defendem uma política de "preço justo" para
garantir a viabilidade das festas públicas.
A iniciativa busca estabelecer uma frente única de
negociação com empresários do setor musical, visando proteger os recursos
públicos e evitar que as contratações comprometam a saúde financeira das
prefeituras.
"O São João não pode custar o olho da cara"
O aspecto mais polêmico do movimento reside no ultimato dado
pelos gestores: a possibilidade de não contratar bandas que apresentarem
valores considerados exorbitantes. Os prefeitos argumentam que o mercado de
entretenimento inflacionou os cachês de forma insustentável para o erário.
"Nós não podemos ter o São João que custe o olho da
cara do povo da nossa cidade," afirmou um dos representantes durante o
encontro, destacando que o pagamento excessivo a bandas retira investimentos
diretos de áreas sensíveis.
A polêmica gira em torno do equilíbrio entre a tradição
cultural — que movimenta o comércio e gera empregos — e a responsabilidade
fiscal. Para os prefeitos, a união é a única forma de evitar o
"leilão" de atrações, onde cidades vizinhas acabam competindo entre
si e elevando ainda mais os preços.
Os pontos centrais destacados pela UPB incluem:
Preservação de Serviços Essenciais: O foco é impedir que o
gasto com festas comprometa o orçamento da educação, saúde e infraestrutura.
Estratégia de Bloco: A orientação é que nenhum prefeito ceda
a valores abusivos isoladamente, fortalecendo a posição de negociação de todos
os municípios da Bahia e do Nordeste.
Razoabilidade e Transparência: O movimento clama por uma
tabela de preços mais transparente e condizente com a realidade econômica de
cada localidade.
Grito de Ordem: A mobilização culminou em um ato simbólico
onde os prefeitos reforçaram o compromisso com a realização de eventos, desde
que haja austeridade nos custos.
O movimento promete ecoar por todo o Nordeste, onde o São
João representa o principal motor da economia regional no mês de junho,
colocando prefeituras e escritórios de bandas em uma mesa de negociações
decisiva para o calendário de 2026.
ACOMARCA com informações e redação base do L12 Por Milene Barbosa

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