Piatã precisa de responsabilidade, planejamento e respeito com quem trabalha
Por Thiago Dultra – Liderança de Piatã
A 39ª sessão da Câmara Municipal expôs, de forma clara e oficial, aquilo que muitos já sentiam no dia a dia: Piatã enfrenta um problema sério de condução administrativa.
Os números apresentados pelo próprio controlador interno não são opinião da oposição. São dados oficiais. O município arrecadou cerca de R$ 123 milhões em 2025, mas gastou aproximadamente R$ 128 milhões. O resultado foi um déficit superior a R$ 5 milhões. Ao mesmo tempo, a dívida consolidada cresceu, contrariando a meta estabelecida na própria Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Quando a conta não fecha, alguém paga.
E quem está pagando são os trabalhadores, os pequenos prestadores de serviço e a economia local.
Motoristas, merendeiras, transportadores escolares e fornecedores aguardam pagamentos. Dívidas de 2025 sendo empurradas para 2026 significam um orçamento já comprometido antes mesmo de começar. Isso não é apenas um número contábil — é instabilidade, é comércio fragilizado, é família insegura.
Além disso, decisões administrativas vêm levantando questionamentos importantes sobre prioridades. Em vez de garantir estabilidade financeira e pagamentos em dia, assistimos a escolhas que parecem focadas mais em “fechar índice” do que em organizar o fluxo de caixa e fortalecer a base econômica do município.
E o problema maior é que isso não é novidade.
Piatã vem perdendo tempo com disputas menores, picuinhas políticas e decisões sem planejamento estratégico. Enquanto isso, nossa cidade perde credibilidade. A fama de mau pagador machuca o comércio, afasta investimentos e enfraquece a confiança de quem quer produzir aqui.
Município que não paga em dia perde força.
Município sem planejamento perde futuro.
O que falta não é discurso.
O que falta é um Plano de Desenvolvimento sério, construído com metas claras, responsabilidade fiscal e visão de longo prazo.
Piatã tem vocação agrícola forte, referência nacional em cafés especiais, potencial para o turismo de natureza, riqueza cultural e capital humano capaz. Mas vocação sem planejamento vira oportunidade perdida.
Precisamos de:
• Planejamento econômico de médio e longo prazo;
• Organização fiscal responsável;
• Prioridade ao pagamento em dia de trabalhadores e fornecedores;
• Apoio estruturado à produção local;
• Ambiente de segurança jurídica e credibilidade administrativa.
A oposição cumpre seu papel: vigiar, cobrar e fiscalizar. Não por disputa, mas por responsabilidade com o dinheiro público. Estamos atentos, analisando dados oficiais e defendendo transparência.
O sentimento que escuto nas ruas é de preocupação e, em muitos casos, de descrença. E eu compreendo esse sentimento. Mas descrença não pode virar conformismo.
Eu reafirmo aqui meu compromisso com o futuro de Piatã.
Estamos trabalhando na construção de um Plano de Desenvolvimento para o município, respeitando nossas vocações econômicas, preservando o meio ambiente e organizando as contas públicas com responsabilidade.
Piatã não pode ser refém de improviso.
Piatã precisa de direção.
E direção se constrói com planejamento, seriedade e compromisso com as pessoas.
O momento exige maturidade administrativa, responsabilidade fiscal e visão de futuro.
Piatã merece mais.
E nós estamos prontos para construir esse novo tempo.
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