Tudo começou nos meados do século XVII, quando teve início a colonização da região, numa expansão descontrolada e silenciosa, fazendo chegar levas de homens imbuídos de ambição. Foram descobertas as grandes jazidas de ouro na região, quando surgiu o primeiro arraial, recebendo a denominação de Bom Jesus dos Limões (hoje Piatã), pertencente na época ao município que hoje conhecemos como Rio de Contas.
No final do século XVII já era visível o progresso do arraial. O ouro da serra atraia cada vez mais os aventureiros e bandeirantes, que saiam de São Paulo e vinham em busca de riquezas, juntando-se a tropeiros de todos os cantos, saíram em busca dos núcleos diamantíferos, pois a notícia da existência deles já havia se espalhado. Começaram então a andar pelas margens dos rios, quando se formou próximo ao Rio Cochó um pequeno povoado que inicialmente recebeu o nome de “Freve”, em consequência de um povo que aqui morava e que provocava muitas brigas e bagunças, daí o nome, que certamente devia ser proveniente de fervor.
Tudo começou nos meados do século XVII, quando teve início a
colonização da região, numa expansão descontrolada e silenciosa, fazendo chegar
levas de homens imbuídos de ambição. Foram descobertas as grandes jazidas de
ouro na região, quando surgiu o primeiro arraial, recebendo a denominação de
Bom Jesus dos Limões (hoje Piatã), pertencente na época ao município que hoje
conhecemos como Rio de Contas.
No final do século XVII já era visível o progresso do
arraial. O ouro da serra atraia cada vez mais os aventureiros e bandeirantes,
que saiam de São Paulo e vinham em busca de riquezas, juntando-se a tropeiros de
todos os cantos, saíram em busca dos núcleos diamantíferos, pois a notícia da
existência deles já havia se espalhado. Começaram então a andar pelas margens
dos rios, quando se formou próximo ao Rio Cochó um pequeno povoado que
inicialmente recebeu o nome de “Freve”, em consequência de um povo que aqui
morava e que provocava muitas brigas e bagunças, daí o nome, que certamente
devia ser proveniente de fervor.
Em meados do século XIX, chegava pelas redondezas o ainda
jovem José de Souza Guedes, vindo da cidade de Barra, na Bahia, para comerciar
nas regiões das Lavras Diamantinas, aqui chegando passou a residir e depois de
um determinado tempo mudou o nome do lugar para Sumidouro, em virtude do rio que
era muito bonito e que em um determinado local, espécie de pântano, desaparecia
de vista, daí o nome, proveniente de sumir.
O Sr. Guedes era um homem de negócios, dono de tropas, pois
tinha naquela época uma quantidade muito grande de cavalos e burros que serviam
como meio de transporte.
Após alguns anos de residência neste local, foi agraciado
com a designação de intendente nesta localidade, para dirigir e administrar
como se fosse um prefeito, recebendo também a patente de Coronel.
O topônimo de Sumidouro permaneceu até 05 de junho de 1915,
quando por força da Lei Estadual número 1078 o arraial foi elevado a categoria
de vila, recebendo o nome de Guarani, governada por José de Souza Guedes.
Vários intendentes que tinham mandato de dois anos a governaram, entre estes
estão: Cândido Marques, Manoel Gonçalves de Araújo e Otacílio Paiva.
Com a decadência da "Febre do Ouro e do Diamante" o município de Guarani teve sua extinção através do Decreto Estadual 1947 de 08 de julho de 1931 que também determinou que fosse anexado a Bom Jesus (Piatã). O arraial Guarani, muda mais uma vez de nome, em 1944, passa a ser Boninal, devido ao fato de na região haver em abundância uma flor denominada Bonina.
A reestruturação do município de Boninal acabou por
acontecer em 23 de abril de 1962 pela Lei Estadual número 1688, tendo a
instalação ocorrido em 07 de abril de 1963, quando tomou posse o primeiro
prefeito, Elísio Paiva que governou até 1967, de lá pra cá foram prefeitos:
Edivaldo Marques Neves, José de Souza Pinto, Elísio Paiva pelo segundo mandato,
depois novamente José de Souza Pinto, Armênio Paiva, Eutrópio Pereira Rocha,
Wilson Cunha, dois mandatos seguidos de Ezequiel Paiva, Aurélio Fagundes de
Souza, Raimundo Eudes Paiva, Vitor Oliveira Paiva, novamente Aurélio Fagundes
de Souza em seu segundo mandato e atualmente a primeira mulher prefeita de
Boninal, Celeste Augusta Araújo Paiva.

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