Na semana passada, a população de Piatã recebeu com surpresa
a notícia do encontro do prefeito do município, Marcos Paulo Azevedo, com o
governador Jerônimo Rodrigues, em Salvador. Marcos foi à Governadoria,
acompanhado do vice-prefeito e do secretariado, claramente, oferecer apoio ao
governador, na próxima eleição, em troca do atendimento de reivindicações de
investimentos sociais no município.
O acontecimento, inesperado - por todos conhecerem a
preferência política do grupo do prefeito em apoiar o candidato opositor a
Jerônimo na próximo pleito, ACM Neto - gerou ruídos cognitivos e dúvidas de
interpretação do que realmente ocorreu. Muitos eleitores de Jerônimo, em Piatã,
se manifestaram em grupos de Whatsapp, incrédulos com a atitude de Jerônimo e
um errôneo 'desencanto' com o governador.
Vale lembrar que no ultimo dia 30 de março o ex-prefeito Edwilson Marques e 3 vereadores
da base, tiveram reunidos em Piatã, com o deputado estadual Luciano Simões, representante de ACM Neto, quando ficou
definido o apoio do grupo político à candidatura do neto do Toninho Malvadeza.
Uma análise política do que ocorreu pode dissipar as
interrogações que surgiram nas cabeças de admiradores do governador, no
município:
Marcos Paulo - acuado de diversos lados com processos em andamento e condenações - precisava reerguer sua própria imagem, hoje totalmente desgastada em Piatã. Foi à Governadoria com alguns seguidores, se oferecer e educadamente foi recebido pelo governador. Vale dizer que Jerônimo já está próximo de ter recebido 350 prefeitos baianos, de diversos partidos, que fizeram o mesmo. Marcos avaliou que poderia conseguir a garantia de obras e outros investimentos para incluir nas suas realizações locais. Valeu a tentativa, mas ficou claro o "jogo duplo".
Agora nos perguntemos: Durante uma campanha a governador,
qual candidato recusaria a adesão de votos em qualquer município? Não cabia a
Jerônimo recusar esses votos, que se somariam a outros milhares já prometidos,
precisando aumentar sua votação para
ganhar a reeleição. Mas ficou claro que foram prometidos votos que o governador
não pediu.
Quem interpretou mal a atitude de Jerônimo se enganou,
concordam?
E o prefeito Marcos Paulo - hoje em queda de popularidade -
acredita que fez uma grande jogada política, calando, ou pelo menos deixando
tranquila, a oposição de Piatã, por seu apoio a Jerônimo. Mas se engana,
redondamente. Os eleitores da oposição, simpatizantes de Thiago Dultra, já perceberam toda a jogada e, tudo
indica, vão votar maciçamente em Jerônimo. Isso porque sabem poder contar com
apoio do governador, na próxima eleição para prefeito de Piatã.
Pronto, está tudo explicadinho.
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