O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM),
Henrique Carballal, apresentou perspectivas otimistas para o setor mineral
baiano durante entrevista ao Política ao Vivo, nesta quinta-feira (8), com foco
na inovação e na mineração de baixo impacto ambiental.
Ele destacou o avanço
do projeto da Brazil Iron no município de Piatã, na Chapada Diamantina, que aposta na produção de Hot Briquetted Iron
(HBI) — ferro briquetado a quente — utilizando energia limpa e sem emissão de
carbono, iniciativa que coloca a Bahia em posição de destaque em uma nova fase
da mineração.
Segundo Carballal, o projeto prevê um investimento estimado
de US$ 5,7 bilhões, com potencial para provocar uma transformação expressiva na
realidade econômica e social da região onde será implantado. O volume de
recursos envolvidos coloca o empreendimento entre os mais relevantes do setor
mineral no estado, com impacto direto na dinamização da economia local.
A expectativa é que a iniciativa impulsione a geração de
empregos diretos e indiretos, fortaleça cadeias produtivas locais e estimule a
atração de novos empreendimentos. O projeto também se destaca por associar
desenvolvimento regional à inovação tecnológica e à responsabilidade ambiental,
criando um modelo de crescimento alinhado às demandas econômicas da nova
geração.
Carballal revelou que o projeto chegou a enfrentar risco de
abandono, mas foi retomado graças à atuação direta da CBPM, que assumiu a
liderança das articulações institucionais e técnicas para garantir sua
viabilidade. “Era um projeto que também iria ser abandonado, e a CBPM assumiu a
liderança do projeto, e a gente está conseguindo desenvolvê-lo para aquela
região”, destaca.
A produção de HBI sem emissão de carbono é considerada um
dos caminhos mais promissores da mineração moderna. O processo utiliza fontes
de energia limpa e tecnologias que substituem combustíveis fósseis, reduzindo
drasticamente a liberação de gases de efeito estufa. Além de diminuir o impacto
ambiental, essa tecnologia contribui para a preservação dos recursos naturais,
melhora a eficiência energética e atende às exigências de mercados
internacionais cada vez mais rigorosos quanto à origem sustentável dos insumos
industriais.
Henrique Carballal também ressaltou que as diretrizes do
projeto estão alinhadas às orientações do Governo da Bahia, que direciona a
atuação da CBPM para um modelo de desenvolvimento que combine crescimento
econômico, inclusão social e responsabilidade ambiental. “Nós temos grandes
perspectivas também em outras áreas, as, acima de tudo, é afirmar que, fruto da
lógica de atuação que o governador nos impõe, nós temos uma lógica de atuação,
em primeiro lugar inclusiva e, em segundo lugar, sustentável”, completa.
A expectativa é que empreendimentos desse porte ampliem o
protagonismo da Bahia no cenário da mineração sustentável. Alinhado a práticas
adotadas internacionalmente, o projeto reforça a viabilidade de um modelo
mineral que combine atração de investimentos, inovação e compromisso ambiental.
As informações é do portal Política
Livre.