O candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil)
afirmou nesta quinta-feira (17) que há uma “ação orquestrada” para tentar
interferir no processo eleitoral e associar seu nome a investigações das quais,
segundo ele, não participou. A declaração foi feita após o vazamento seletivo
de informações relativas à operação Overclean.Governo central e local.
“A Justiça impediu que se consumasse um fato absurdo que
tentaram fazer contra mim. Um novo episódio torna ainda mais claro que há uma
ação orquestrada para interferir no processo eleitoral, com a criação de fatos
falsos e mentirosos, tentando associar o meu nome a operações suspeitas nas
quais eu não tive nenhum envolvimento”, declarou Neto.
No vídeo divulgado em suas redes sociais, Neto afirmou que a
Overclean teve início em dezembro de 2024 e sustentou que, ao longo de quase
dois anos de investigação, não teria sido apontada qualquer conduta ilícita
praticada por ele. “Nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de
qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de atos ilícitos. Não
ocorreu porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos investigados”,
afirmou.
Neto também destacou que a fase atual da investigação está
relacionada a contratos firmados em Belo Horizonte. “Fatos, inclusive, que
supostamente aconteceram em Minas Gerais, um estado onde nunca tive nenhuma
atividade política”, disse.
Ele citou, inclusive, processo por calúnia que disse ter
anunciado contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). “Não é coincidência
também que alguns dos mais importantes líderes do PT da Bahia estejam sendo
acusados de grave participação em escândalos. E que, por isso, querem criar uma
cortina de fumaça para esconder os seus atos. Digo a eles que não temo seus
ataques e que estou pronto para enfrentá-los com a coragem e a consciência
tranquila de quem está há décadas na vida pública e sempre se pautou dentro dos
mais rígidos princípios da lei e da moralidade”, salientou.
O candidato relacionou o episódio ao momento eleitoral e afirmou que não considera coincidência a divulgação de acusações e suspeitas contra ele na reta final da campanha. “É impossível suportar calado a tudo isso. É impossível também não denunciar que existem forças políticas tentando utilizar instituições de Estado em interesse próprio. Não se trata de uma mera coincidência que fatos desta natureza se intensifiquem com a aproximação das eleições e com o fortalecimento da nossa campanha”, acrescentou.
Neto também associou o episódio a outras acusações
divulgadas recentemente contra sua candidatura e afirmou que pretende reagir
judicialmente. “Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que
controla o governo do Estado há 20 anos, e que já demonstrou que é capaz de
fazer qualquer coisa para se manter no poder. Um grupo que faz de falsas
acusações o seu principal eixo estratégico”, afirmou.
Ao final do vídeo, Neto afirmou que os episódios não mudarão
sua agenda de campanha e disse que seguirá percorrendo o estado até o primeiro
turno, marcado para 4 de outubro. “Se os nossos adversários acham que vão
atrapalhar a nossa campanha, estão redondamente enganados. Vamos continuar
caminhando por toda a Bahia, conversando com o povo baiano, levando as nossas
propostas e traduzindo esse desejo cada vez mais forte de mudança”, enfatizou.



