Jornal ACOMARCA

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

MUNDO: 'L' de Lula vira símbolo internacional da resistência

Mobilização digital que ajudou o petista a virar o resultado contra Flávio Bolsonaro inspira partidos e ativistas na Espanha, no México, na França e na Argentina

'L' de Lula vira símbolo internacional de resistência ao autoritarismo e ao fascismo

O presidente espanhol Pedro Sánchez adota o gesto em sua campanha eleitoral

O gesto de formar a letra “L” com os dedos, popularizado durante a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ultrapassou as fronteiras brasileiras e passou a ser adotado por lideranças e militantes de esquerda em outros países. Após a vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no domingo (25/10), a estratégia de mobilização popular e digital da campanha brasileira ganhou destaque internacional e começou a inspirar iniciativas na Europa e na América Latina.

Poucas horas antes da confirmação do resultado no Brasil, a catalã Ada Colau pediu aos participantes de um comício da coalizão Frente Ampla, em Madri, que reproduzissem o gesto. “Vamos todas levantar o braço com o ‘L’ de Lula”, convocou a ex-prefeita de Barcelona, que Com o braço erguido, Colau associou o símbolo à esperança e às disputas políticas dos dois países. “Pela esperança. Pela Palestina livre. Por Lula no Brasil. Pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras”, afirmou.

A mobilização espanhola é um dos exemplos de como a reeleição de Lula passou a ser interpretada por setores da esquerda internacional como uma demonstração de que é possível enfrentar o avanço da direita e da ultradireita nas urnas. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), também celebrou o resultado e estabeleceu um paralelo com a disputa eleitoral em seu país.

“Se o Brasil conseguiu, a Espanha consegue”, afirmou Sánchez durante um comício em Gijón, no norte da Espanha. O país terá eleições gerais antecipadas em 29 de novembro, e o PSOE busca ampliar seu apoio diante de pesquisas que apontam vantagem dos partidos de direita.

México também adota o gesto

Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também fez o “L” com os dedos ao celebrar a vitória do brasileiro. Durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (26/10), ela parabenizou Lula e classificou o resultado como uma demonstração de esperança para a região.

 

HISTÓRICO! Claudia Sheinbaum, presidente do México, inicia sua coletiva de imprensa saudando a vitória do presidente Lula, faz o L e manda um recado a Trump e ao imperialismo americano: “É um sopro de ar fresco para a América Latina e o Caribe.”

 “Muitos, muitos parabéns ao presidente Lula, ao povo do Brasil. É uma lufada de ar fresco para a América Latina e o Caribe”, afirmou Sheinbaum.

A presidente mexicana também manifestou interesse em estreitar a cooperação entre os dois países e convidou Janones para uma visita de trabalho, com o objetivo de discutir ações de mobilização política. O interesse no trabalho do deputado reflete a repercussão internacional da estratégia digital utilizada durante a campanha brasileira.

Além do gesto simbólico, a principal estratégia brasileira que despertou interesse no exterior foi a organização de redes de apoiadores em aplicativos de mensagens. O “Exército do Lula”, grupo de mobilização coordenado por Janones, reuniu mais de 10 milhões de pessoas às vésperas do segundo turno.

A iniciativa inspirou a criação de grupos semelhantes em outros países, com participantes convocados a compartilhar publicações, impulsionar hashtags e ampliar o alcance de conteúdos políticos. Na França, apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, organizaram canais digitais voltados à campanha presidencial de 2027.

Um deles, chamado “L’équipe de Mélenchon officielle”, passou a reunir dezenas de milhares de participantes. O deputado francês Antoine Leaument mencionou diretamente a experiência brasileira ao convocar apoiadores em um vídeo publicado nas redes sociais.

“Nós vimos bem o que aconteceu no Brasil e não se preocupem, vamos aplicar um método que funcione”, afirmou.

A mobilização também ganhou uma versão visual. Em vídeos publicados no TikTok, apoiadores de Mélenchon fazem o “L” com os dedos e, em seguida, invertem as mãos para formar a letra “M”, em referência ao político francês.

Mélenchon declarou apoio à reeleição de Lula em uma publicação nas redes sociais no sábado (24/10). “Nós, que estamos na luta, precisamos da vitória de Lula. Sua vitória será a vitória do povo contra o império americano. Contamos com o Brasil como um país e uma nação irmã”, escreveu.

Após a confirmação do resultado brasileiro, outras lideranças francesas também comemoraram a vitória do petista. Fabien Roussel, candidato do Partido Comunista à Presidência, classificou o resultado como uma “extraordinária mensagem de esperança” e afirmou que “a extrema direita não é uma fatalidade”.

Mélenchon, por sua vez, publicou a mensagem “Viva Lula, viva o Brasil da dignidade”. Segundo ele, o resultado contrariou as previsões eleitorais e representou uma vitória contra a extrema direita e as interferências estrangeiras.

O coordenador da França Insubmissa, Manuel Bompard, também destacou a mobilização dos eleitores brasileiros entre os dois turnos. Em entrevista à emissora LCI, afirmou que a participação eleitoral foi decisiva para o resultado e defendeu que os franceses se inspirem na experiência brasileira.

A disputa francesa está prevista para abril de 2027. As pesquisas citadas pela imprensa internacional apontam a candidata do Reunião Nacional, Marine Le Pen, como uma das favoritas, em um cenário de polarização política. O atual presidente, Emmanuel Macron, não pode disputar um terceiro mandato consecutivo.

Apesar do interesse, a experiência brasileira não é vista como uma fórmula que possa ser reproduzida integralmente. Silvia Capanema, integrante da França Insubmissa e professora da Universidade Sorbonne Paris Nord, afirmou à RFI que as diferenças entre os países exigem estratégias próprias.

“Não dá para copiar esse modelo e aplicá-lo da mesma forma na França, porque as necessidades são diferentes”, explicou. Segundo ela, enquanto a esquerda brasileira enfrentava dificuldades para ampliar sua presença nas redes sociais, os partidos franceses já têm atuação expressiva nesses espaços e enfrentam outros desafios de comunicação.

Estratégia também chega à Argentina e aos Estados Unidos

A mobilização inspirada no “Exército do Lula” também chegou à Argentina. Apoiadores do peronismo criaram o “Exército do Peronismo”, grupo que faz referência direta à iniciativa brasileira e busca fortalecer a oposição ao presidente Javier Milei, que poderá disputar a reeleição em 2027. O canal no WhatsApp já reunia dezenas de milhares de inscritos.

Nos Estados Unidos, ativistas progressistas também passaram a discutir o modelo brasileiro como inspiração para ampliar o engajamento em torno do Partido Democrata. O país terá eleições de meio de mandato em novembro, consideradas importantes para definir a capacidade de oposição ao presidente republicano Donald Trump no Congresso.

A influenciadora política Jess Craven publicou um vídeo com o título “O que podemos aprender com o Brasil?”, posteriormente compartilhado por Janones. Na gravação, ela defende que ativistas pró-democracia aproveitem as lições da mobilização que contribuiu para a vitória de Lula.

O presidente espanhol Pedro Sánchez adota o gesto em sua campanha eleitoral

O gesto de formar a letra “L” com os dedos, popularizado durante a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ultrapassou as fronteiras brasileiras e passou a ser adotado por lideranças e militantes de esquerda em outros países. Após a vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no domingo (25/10), a estratégia de mobilização popular e digital da campanha brasileira ganhou destaque internacional e começou a inspirar iniciativas na Europa e na América Latina.

Poucas horas antes da confirmação do resultado no Brasil, a catalã Ada Colau pediu aos participantes de um comício da coalizão Frente Ampla, em Madri, que reproduzissem o gesto. “Vamos todas levantar o braço com o ‘L’ de Lula”, convocou a ex-prefeita de Barcelona, que Com o braço erguido, Colau associou o símbolo à esperança e às disputas políticas dos dois países. “Pela esperança. Pela Palestina livre. Por Lula no Brasil. Pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras”, afirmou.

A mobilização espanhola é um dos exemplos de como a reeleição de Lula passou a ser interpretada por setores da esquerda internacional como uma demonstração de que é possível enfrentar o avanço da direita e da ultradireita nas urnas. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), também celebrou o resultado e estabeleceu um paralelo com a disputa eleitoral em seu país.

“Se o Brasil conseguiu, a Espanha consegue”, afirmou Sánchez durante um comício em Gijón, no norte da Espanha. O país terá eleições gerais antecipadas em 29 de novembro, e o PSOE busca ampliar seu apoio diante de pesquisas que apontam vantagem dos partidos de direita.

México também adota o gesto

Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também fez o “L” com os dedos ao celebrar a vitória do brasileiro. Durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (26/10), ela parabenizou Lula e classificou o resultado como uma demonstração de esperança para a região.

 

HISTÓRICO! Claudia Sheinbaum, presidente do México, inicia sua coletiva de imprensa saudando a vitória do presidente Lula, faz o L e manda um recado a Trump e ao imperialismo americano: “É um sopro de ar fresco para a América Latina e o Caribe.”

 “Muitos, muitos parabéns ao presidente Lula, ao povo do Brasil. É uma lufada de ar fresco para a América Latina e o Caribe”, afirmou Sheinbaum.

A presidente mexicana também manifestou interesse em estreitar a cooperação entre os dois países e convidou Janones para uma visita de trabalho, com o objetivo de discutir ações de mobilização política. O interesse no trabalho do deputado reflete a repercussão internacional da estratégia digital utilizada durante a campanha brasileira.

Além do gesto simbólico, a principal estratégia brasileira que despertou interesse no exterior foi a organização de redes de apoiadores em aplicativos de mensagens. O “Exército do Lula”, grupo de mobilização coordenado por Janones, reuniu mais de 10 milhões de pessoas às vésperas do segundo turno.

A iniciativa inspirou a criação de grupos semelhantes em outros países, com participantes convocados a compartilhar publicações, impulsionar hashtags e ampliar o alcance de conteúdos políticos. Na França, apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, organizaram canais digitais voltados à campanha presidencial de 2027.

Um deles, chamado “L’équipe de Mélenchon officielle”, passou a reunir dezenas de milhares de participantes. O deputado francês Antoine Leaument mencionou diretamente a experiência brasileira ao convocar apoiadores em um vídeo publicado nas redes sociais.

“Nós vimos bem o que aconteceu no Brasil e não se preocupem, vamos aplicar um método que funcione”, afirmou.

A mobilização também ganhou uma versão visual. Em vídeos publicados no TikTok, apoiadores de Mélenchon fazem o “L” com os dedos e, em seguida, invertem as mãos para formar a letra “M”, em referência ao político francês.

Mélenchon declarou apoio à reeleição de Lula em uma publicação nas redes sociais no sábado (24/10). “Nós, que estamos na luta, precisamos da vitória de Lula. Sua vitória será a vitória do povo contra o império americano. Contamos com o Brasil como um país e uma nação irmã”, escreveu.

Após a confirmação do resultado brasileiro, outras lideranças francesas também comemoraram a vitória do petista. Fabien Roussel, candidato do Partido Comunista à Presidência, classificou o resultado como uma “extraordinária mensagem de esperança” e afirmou que “a extrema direita não é uma fatalidade”.

Mélenchon, por sua vez, publicou a mensagem “Viva Lula, viva o Brasil da dignidade”. Segundo ele, o resultado contrariou as previsões eleitorais e representou uma vitória contra a extrema direita e as interferências estrangeiras.

O coordenador da França Insubmissa, Manuel Bompard, também destacou a mobilização dos eleitores brasileiros entre os dois turnos. Em entrevista à emissora LCI, afirmou que a participação eleitoral foi decisiva para o resultado e defendeu que os franceses se inspirem na experiência brasileira.

A disputa francesa está prevista para abril de 2027. As pesquisas citadas pela imprensa internacional apontam a candidata do Reunião Nacional, Marine Le Pen, como uma das favoritas, em um cenário de polarização política. O atual presidente, Emmanuel Macron, não pode disputar um terceiro mandato consecutivo.

Apesar do interesse, a experiência brasileira não é vista como uma fórmula que possa ser reproduzida integralmente. Silvia Capanema, integrante da França Insubmissa e professora da Universidade Sorbonne Paris Nord, afirmou à RFI que as diferenças entre os países exigem estratégias próprias.

“Não dá para copiar esse modelo e aplicá-lo da mesma forma na França, porque as necessidades são diferentes”, explicou. Segundo ela, enquanto a esquerda brasileira enfrentava dificuldades para ampliar sua presença nas redes sociais, os partidos franceses já têm atuação expressiva nesses espaços e enfrentam outros desafios de comunicação.

Estratégia também chega à Argentina e aos Estados Unidos

A mobilização inspirada no “Exército do Lula” também chegou à Argentina. Apoiadores do peronismo criaram o “Exército do Peronismo”, grupo que faz referência direta à iniciativa brasileira e busca fortalecer a oposição ao presidente Javier Milei, que poderá disputar a reeleição em 2027. O canal no WhatsApp já reunia dezenas de milhares de inscritos.

Nos Estados Unidos, ativistas progressistas também passaram a discutir o modelo brasileiro como inspiração para ampliar o engajamento em torno do Partido Democrata. O país terá eleições de meio de mandato em novembro, consideradas importantes para definir a capacidade de oposição ao presidente republicano Donald Trump no Congresso.

A influenciadora política Jess Craven publicou um vídeo com o título “O que podemos aprender com o Brasil?”, posteriormente compartilhado por Janones. Na gravação, ela defende que ativistas pró-democracia aproveitem as lições da mobilização que contribuiu para a vitória de Lula.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

ACOMARCA edição 218 de 28 de outubro de 2026



 

BONINAL: Câmara Municipal esclarece sobre a eleição para escolha da nova Mesa diretora, entre outros assuntos

 


Com o encerramento das eleições presidenciais de 2026, que consagraram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, o foco do cenário político brasileiro, agora  se volta para as articulações no Congresso Nacional e nas Câmaras Municipais. A Câmara dos Deputados, o Senado Federal e as Câmaras Municipais, começam a se preparar para as eleições das suas Mesas Diretoras.

Exatamente. Após a conclusão das eleições presidenciais que aconteceram no ultimo dia 25, os holofotes da política nacional começam a se voltar para as articulações locais. As Câmaras Municipais de todo o país estão abrindo e intensificando o processo de votação para as Mesas Diretoras do biênio 2027-2028.

Assim como as demais câmaras municipais de todo o Brasil, a Casa Legislativa do município de Boninal, na Chapada Diamantina, também se prepara para escolher a nova mesa diretora. O dia exato da votação ainda não foi definido, embora possa acontecer a partir de outubro, conforme determina a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara, o prazo é estipulado até a ultima sessão do primeiro biênio, ou seja, dezembro vindouro.

Embora ainda nada oficial, a eleição da câmara vai entrar na agenda dos vereadores boninalenses ate meados de dezembro. Os  vereadores Toia, que já teve a frente da presidência da casa, Zezinho e Dim, são os edis que tem  demonstrado vontade de presidir a Câmara Municipal no próximo biênio, cabe agora, a cada um deles trabalhar para viabilizar suas candidaturas. Lembrando, somente duas chapas podem ser oficializadas, devido a insuficiência de parlamentares para mais chapas.

A atual Mesa Diretora deseja a todos uma excelente eleição. “Esperamos que fazemos uma boa escolha e que a nova gestão assuma este compromisso com o mesmo senso de responsabilidade, trabalhando continuamente para promover o bem-estar e melhorar, cada vez mais, a vida de toda a nossa população”.

A Câmara de Boninal comunica a toda população que sessão ordinária que seria realizada nesta terca-feira (27/10), e que votaria um projeto do executivo, foi cancelada, devido as fortes chuvas que atingiram o município, causando quedas de energia  e dificuldades de locomoção dos vereadores e populares.

 Diante da situação e priorizando a segurança de todos, a Presidência da Casa optou pelo cancelamento da sessão. Ficando para a próxima sessão a acontecer na terça-feira 03/11 a  realização dos trabalhos e votação do projeto.

As Sessões da Câmara Municipal de Boninal acontecem sempre ás terças-feiras a partir das 19:horas.   É muito importante a participação da população que podem acompanhar as Sessão presencialmente no plenário da Câmara, ou através da internet, com transmissão ao vivo pelo Facebook.

 

 

 


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

PIATÃ: Corpo de homem desaparecido é encontrado em propriedade rural próximo a cidade

 


Conhecido como Pelé, morador do Bairro da Tangara,  Antônio Aparecido de Jesus, de 55 anos, que estava desaparecido desde o ultimo dia 12 de outubro, acusado de um suposto estupro, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (26/10), na localidade do Tijuco, na cidade de Piatã, na Chapada Diamantina, na Bahia.

Segundo as informações iniciais, o corpo foi localizado em uma propriedade rural, suspenso por uma corda presa a uma árvore.

A Polícia foi acionada e realizou os primeiros levantamentos no local. Em seguida, o corpo foi encaminhado para o IML em Irecê, onde passará por exames periciais que poderão auxiliar na investigação das circunstâncias da morte, que aparentemente indica se tratar de suicídio.

O caso esta sendo apurado pelas autoridades competentes

MUNDO: Lula venceu em 62 países; Flávio Bolsonaro, em 38: MAPA mostra como foi a eleição no exterior

 


O presidente Lula (PT) foi reeleito no domingo (25) e terminou o segundo turno da eleição presidencial na liderança entre os brasileiros que vivem no exterior. Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar.

Ao todo, Lula foi o mais votado em 62 países e territórios, enquanto Flávio liderou em 38. Na comparação com o primeiro turno, o candidato do PL virou o resultado em três países e três cidades, enquanto o petista passou à frente em dois países e sete cidades.

A votação no exterior foi organizada em 186 cidades de 134 países e territórios, incluindo a Guiana Francesa.

Mais de 916 mil brasileiros estavam aptos a votar no exterior, mas apenas 381.443 compareceram às urnas.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção foi de 58,37%. Apesar do índice, cerca de 40 mil eleitores a mais votaram no segundo turno em comparação com o primeiro.

Ao todo, 9.762 eleitores votaram nulo ou em branco.

Veja o placar no exterior:

Lula (PT): 200.154 votos (53,86%)

Flávio Bolsonaro (PL): 171.497 (46,14%)

Na comparação com o segundo turno de 2022, Lula recebeu 47.249 votos a mais no exterior. Na disputa contra Jair Bolsonaro (PL), o petista havia obtido 152.905 votos (51,28%), contra 145.264 (48,72%) do então presidente.

Confira a seguir como foi a votação por região.

América

Mais de um terço dos votos válidos no exterior se concentrou na América. Flávio Bolsonaro foi o mais votado na região, com 75.678 votos (56,44%), contra 58.409 de Lula (43,56%).

O resultado positivo para Flávio foi puxado principalmente pelos Estados Unidos, onde o senador recebeu 53.718 votos, ante 32.023 do petista.

Flávio venceu em 19 países e territórios da região, enquanto Lula liderou em oito.

Os Estados Unidos foram o principal reduto de Flávio no exterior. Ele recebeu 53.718 votos no país (62,65%).

O senador também teve vantagem expressiva no Paraguai, onde recebeu 4.542 votos (86,60%), seis vezes mais que Lula.

Lula foi o mais votado em países como Argentina (68,77%), Chile (53,76%) e Uruguai (52,42%). No Canadá, recebeu 15.776 votos (64,98%), quase o dobro dos votos de Flávio.

Em Cuba, Lula registrou o maior percentual de votos válidos entre os brasileiros no exterior: 97,73%.

Na comparação com o primeiro turno, houve virada na Costa Rica e na Venezuela, onde Flávio passou à frente. Já no México e na Guiana Francesa, Lula foi o mais votado. As mudanças também apareceram em cidades.

Lula virou o placar em Passos de Los Libres e Mendoza, na Argentina; em La Paz, na Bolívia; em Nova York, nos Estados Unidos; em Caiena, na Guiana Francesa; e na Cidade do México.

Flávio venceu em São José, na Costa Rica, e em Caracas, na Venezuela.

Em quatro países onde havia urnas, nenhum eleitor compareceu: Antígua e Barbuda, Barbados, Belize e Santa Lúcia.

Os dados da América não incluem os votos registrados no Brasil.

Europa

Lula foi o candidato mais votado na Europa e venceu em 25 países. O presidente recebeu 120.314 votos (67,12%), mais que o dobro dos 58.930 (32,88%) de Flávio. A região concentrou quase metade dos votos válidos registrados no exterior.

Portugal foi o país onde Lula recebeu mais votos: 34.319 (59,42%), contra 23.433 (40,58%) de Flávio.

Alemanha (79,09%), Espanha (68,42%), França (83,96%), Reino Unido (63,34%) e Itália (59,99%) também contribuíram para a vantagem do petista no continente.

Assim como no primeiro turno, Flávio venceu em apenas dois países europeus: Grécia (54,95%) e Ucrânia (84,21%).

Nenhum eleitor compareceu às urnas na Albânia e na Bósnia e Herzegovina.

Ásia e Oceania

Flávio Bolsonaro foi o mais votado na Ásia, com 32.669 votos (69,76%), contra 14.160 de Lula (30,24%). Apesar da vantagem no total de votos, os dois empataram no número de países em que venceram: 14 cada.

O Japão foi o principal responsável pela vantagem de Flávio na região. O senador recebeu 28.538 votos (80,08%) no país, enquanto Lula teve 7.098 (19,92%).

Além do Japão, Flávio venceu em países como Israel, Emirados Árabes Unidos, Catar e Filipinas.

No Nepal, o senador recebeu 92,31% dos votos válidos, o maior percentual obtido por ele no exterior.

Lula foi o mais votado em países como China, Coreia do Sul, Jordânia, Líbano e Palestina.

A Malásia foi um dos países onde houve virada entre os turnos, com vitória de Flávio. Já em Nova Délhi, na Índia, Lula venceu após uma virada na cidade.

Em dez países asiáticos, nenhum eleitor compareceu às urnas. Entre eles estão Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque e Paquistão.

Na Oceania, Lula foi o mais votado nos dois países com urnas. O petista recebeu 6.435 votos (64,34%), contra 3.566 (35,66%) de Flávio.

Na Austrália, Lula teve 6.017 votos (63,46%), enquanto Flávio recebeu 3.465 (36,54%).

Na Nova Zelândia, o petista recebeu 418 votos (80,54%), contra 101 (19,46%) do senador.

África

A África foi a região com o menor número de votos registrados para os dois candidatos. Lula recebeu 836 votos e Flávio Bolsonaro, 654. O petista venceu em 13 países, enquanto o senador liderou em três.

Lula foi o mais votado em países como Angola (58,60%), Marrocos (83,78%), Nigéria (86,49%) e Senegal (72,84%).

Flávio venceu na África do Sul (57,92%), Guiné-Bissau (53,66%) e em Moçambique (52,00%).

A Guiné-Bissau havia registrado empate no primeiro turno. Na votação de domingo, Flávio terminou na liderança com uma vantagem de apenas três votos.

Na Líbia, nenhum eleitor compareceu às urnas no segundo turno. No primeiro, Lula havia sido o mais votado no país, com apenas dois votos.

Em 17 países africanos, nenhum eleitor compareceu às urnas. Entre eles estão Camarões, Etiópia e Zimbábue.

ACOMARCA com informações e redação base G1

 

ELEIÇÕES: Flávio contestou resultado; presidente do TSE confirmou vitória de Lula

 


No primeiro pronunciamento de Flávio após a confirmação da vitória de Lula pelo TSE, o candidato derrotado criticou a decisão de Zanin, disse que não reconhecia o resultado e afirmou que recorreria à Justiça para tentar anular as eleições.

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, afirmou o senador.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, confirmou o resultado das eleições presidenciais e informou que telefonou para os dois candidatos ao final da apuração.

Nunes Marques também explicou que as urnas já encerradas não poderiam ser reabertas e que o tribunal bloqueou o recebimento dos boletins de urna durante a interrupção.

“Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura. Tivemos que promover o bloqueio do recebimento dos Boletins de Urna a fim de assegurar absoluta segurança que as informações nele constantes não fossem de conhecimento nem do próprio TSE”, afirmou.

Segundo o ministro, a equipe técnica conseguiu contornar as dificuldades e retomar a apuração. No pronunciamento, ele reconheceu a vitória de Lula e declarou ter segurança no processo eleitoral.

 

ELEIÇÔES: 35 mil votos foram registrados após as 17h; vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões

 


Campanhas de Lula e de Flávio pediram prorrogação da votação após relatos de falta de ônibus e de chuvas pelo país. Candidato derrotado disse não reconhecer resultado; Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, confirmou vitória de Lula e afirmou ter segurança no processo eleitoral.

Flávio Bolsonaro diz que vai pedir anulação do resultado das eleições

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília, no segundo turno da eleição presidencial. Lula (PT) foi reeleito com uma virada inédita ao obter 51,79% dos votos e derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 48,21%.

A vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos: teve 64,2 milhões, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

Houve votação até mais tarde porque o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o prazo até as 19h. A decisão foi proferida pouco depois das 17 horas. Como a maioria das urnas já tinha sido fechada, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para locais em que as seções eleitorais ainda estavam abertas.

As duas campanhas haviam solicitado ao TSE mais tempo para os eleitores votarem. A de Lula relatou problemas no transporte público, como falta de ônibus, redução de frotas e cobrança indevida de passagens. A de Flávio Bolsonaro pediu a extensão em cinco estados atingidos por fortes chuvas: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A campanha de Lula recorreu também ao STF, de onde partiu a decisão mandando estender o horário de votação em todo o país.

Após a confirmação do resultado da eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou a vitória de Lula e afirmou ter "toda a segurança no processo eleitoral".

O candidato Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, questionou a decisão de Zanin e disse que vai pedir a anulação da eleição.

Para dimensionar a votação após as 17 horas, um levantamento foi feito para analisar os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. É como um "diário de bordo" da urna, no qual é possível saber o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou. Nesses arquivos não é possível saber para quem os votos foram dados.

Das 35.521 confirmações de votos registradas após as 17h no país, 30.866 estão em seções cujos dados foram conferidos com os boletins de urna e cuja transmissão aparece como “Totalizado”.

O que mostram os arquivos das urnas

O levantamento reúne informações de 497.897 seções eleitorais. Os dados foram extraídos dos chamados logs, arquivos que registram os eventos ocorridos durante o funcionamento das urnas e seus horários.

Existem três conjuntos diferentes de arquivos: os boletins de urna (BUs), os Registros Digitais do Voto (RDVs) e os logs. O BU apresenta o resultado da seção; o RDV armazena os votos sem identificar os eleitores; e o log registra o funcionamento da urna.

As confirmações de voto para presidente após as 17h somam um total de 35.521 e se dividem em:

30.866 em seções com transmissão identificada como “Totalizado”;

4.655 em seções pendentes de validação, ainda em análise;

Falta de ônibus e chuvas motivaram pedidos das campanhas

A campanha de Lula apresentou pedidos ao TSE e ao STF para estender a votação em municípios afetados por problemas no transporte público.

Segundo a petição, eleitores que dependiam de ônibus e outros meios de transporte coletivo enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação. Os relatos incluíam redução da frota, longas esperas e cobrança indevida de passagens.

Em São Paulo, a campanha de Lula disse que cerca de 60% dos ônibus estavam em circulação na capital, apesar de determinação judicial para disponibilização de toda a frota (100%). Também foram relatados problemas de transporte em Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.

A campanha de Flávio, por sua vez, pediu ao TSE a prorrogação da votação por duas horas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. O pedido citava fortes chuvas, enchentes e falta de energia em locais de votação.

Zanin determinou a extensão até as 19h em todo o país e, posteriormente, esclareceu que a medida se aplicava às urnas que ainda estavam abertas no momento da decisão. A totalização dos votos foi interrompida por causa da decisão e retomada só após as 19h.

 Apuração e totalização dos votos são etapas diferentes. A apuração é feita individualmente em cada urna. Encerrada a votação, cada equipamento contabiliza os votos registrados naquela seção eleitoral e gera o respectivo Boletim de Urna (BU). A totalização é a etapa seguinte, quando as apurações das urnas de todo o país e do exterior são reunidas e somadas. São geradas então as totalizações, que são os resultados da eleição.