Apesar da declaração do prefeito ao governador, em Piatã a fala de lideranças e eleitores ligados a situação, é que eles continuam votando em ACM Neto.
O prefeito de Piatã, Marcos Paulo (PSD), voltou ao centro das articulações políticas envolvendo a sucessão estadual após se envolver em uma discussão em um grupo de WhatsApp da União dos Municípios da Bahia (UPB), motivada por uma publicação relacionada ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). A situação gerou repercussão e levantou críticas sobre o fato de o gestor estar mais atento aos debates políticos estaduais do que aos problemas enfrentados pelo próprio município da Chapada Diamantina.
A situação começou após o prefeito de Encruzilhada, Pedro Lacerda (PCdoB), compartilhar no grupo uma declaração de ACM Neto relacionada ao apoio de prefeitos baianos nas eleições de 2026. Em seguida, o gestor afirmou que “na eleição a gente mostra para ele a nossa força”, comentário que deu início ao debate entre os participantes.
Incomodado com a publicação, Marcos Paulo, identificado no grupo como ‘Piatã’, rebateu a postagem e criticou o compartilhamento de conteúdos políticos no espaço da entidade. “Está errado fazer publicações de qualquer partido político ou candidato, senão vai virar bagunça isso aqui”, escreveu o prefeito, acompanhando o posicionamento da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), que também havia reclamado das discussões políticas no grupo.
Mudança de postura e cobranças em Piatã
Enquanto o prefeito se envolve nos debates políticos, moradores de Piatã seguem cobrando soluções para problemas considerados prioritários no município. Entre as reclamações estão dificuldades enfrentadas na área da educação, principalmente relacionadas à falta de alimentos da agricultura familiar na merenda escolar, além de críticas à condução de serviços públicos essenciais.
Na saúde, também existem cobranças envolvendo demora em atendimentos, dificuldades para marcação de exames e problemas no funcionamento de serviços básicos ofertados à população. Lideranças locais avaliam que a gestão deveria concentrar mais esforços na resolução dessas demandas, em vez de ampliar o envolvimento em disputas políticas estaduais.
Com a repercussão da discussão, a própria comunicação da UPB precisou intervir e pedir cautela aos prefeitos participantes do grupo. A entidade reforçou que compreende as diferentes posições partidárias dos gestores, mas destacou que o espaço deve ser utilizado prioritariamente para debates institucionais e pautas voltadas aos municípios baianos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário