quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O Secretário de Administracão e Finanças de Piatã celebra o fim do péssimo ano financeiro de 2017.

O Economista e Secretário de Finanças de Piatã, Marcos Paulo,  comentou o encerramento do ano financeiro de 2017, que teve péssimos indicadores para os pequenos municípios brasileiros:

"Foi um ano muito difícil, onde nem os mais pessimistas poderiam prever tamanha recessão, pois os resultados financeiros foram bem abaixo do ano anterior", comenta o Secretário .

Segundo ele, apesar do Governo Federal dizer o contrário, foi um ano ruim para a economia, com baixa arrecadação tributária, a produção econômica sem resultado significativo, o PIB com variação insignificante, inflação alta, problemas fiscais e políticos.
Para demonstrar essa situação,  o Secretário apresentou um quadro, onde faz o comparativo entre os anos de 2016 e 2017, das Receitas Correntes, ou seja, as receitas que custeiam todas as despesas do município de Piatã.
O quadro demonstra que os valores recebidos no ano de 2016, foi de R$ 39.061.489 (trinta e nove milhões, sessenta e um mil e quatrocentos e oitenta e nove reais) e no ano de 2017, o valor de R$ 37.955.798 (trinta e sete milhões, novecentos e cinquenta e cinco mil e setecentos e noventa e oito reais), o que representa um valor a menor, para custear todas as despesas do ano de 2017, de R$ 1.105.000 (um milhão e cento e cinco mil reais).

Entretanto, ainda com a receita desfavorável, o secretário informou que o município de Piatã conseguiu manter em dia suas obrigações. "Mesmo com tamanha queda na receita, conseguimos manter todos os serviços essenciais ao nosso povo. Honramos com os compromissos junto aos fornecedores e, ainda, conseguimos ser um dos poucos municípios na Bahia a pagar os salários e o décimo terceiro pontualmente" disse Marcos Paulo, que ainda relatou uma situação mais delicada referente  as receitas destinadas à educação, "se analisarmos separadamente o FUNDEB, a situação ainda é pior. Recebemos em 2016 o valor de R$ 13.544.66 (treze milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, seiscentos e sessenta e um reais), no exercício de 2017 recebemos o valor de R$ 12.908.647 (doze milhões, novecentos e oito mil, seiscentos e quarenta e sete reais) o que representa um valor a menos recebido do FUNDEB em 2017, quando comparado com 2018, no valor de R$ 363.986 (trezentos e sessenta e três mil, novecentos e oitenta e seis reais). Isso analisando em termos nominais, ou seja, sem considerar os efeitos da inflação, o aumento do valor do piso do magistério do Governo Federal e o ganho do plano de carreira do magistério. Considerando esses fatores, o nosso déficit nas verbas da educação em 2017, chega perto de um milhão de reais.  A cada dia os administradores de municípios pequenos como o nosso, precisam tirar algum coelho da cartola, pois os recursos se tornam cada vez mais escassos e as demandas aumentam a cada dia. É um exercício diário de fazer sempre mais com menos", finalizou.

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